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Publicado em 25/10/2016 - 17:19

De ‘Pica-pau’ a iguana, cabeleireiro de 21 anos faz cortes ousados em Rio Branco

Jovem diz que desenhos chamam atenção e atraem clientes em Rio Branco.
Sem nunca ter feito curso, Tiago Vilchez corta cabelo há mais de dois anos.

cabelo

Depois de receber pedidos de amigos, o cabeleireiro acreano Tiago Vilchez, de 21 anos, decidiu sair dos tradicionais cortes de cabelo masculino e passou a investir em estilos ousados. Tabuleiro de xadrez, coelho da revista Playboy e até o Pica-pau são alguns dos desenhos que o jovem costuma fazer e ele garante que faz sucesso entre os clientes.

Vilchez nasceu em Plácido de Castro, no interior do Acre, mas mora há cinco anos em Rio Branco, capital do estado. Nunca fez curso. Antes, cortava o cabelo dos amigos gratuitamente. Há dois anos, quando se viu desempregado, decidiu começar a cobrar pelos cortes. Os desenhos surgiram depois de um pedido.

“Os ‘caras’ pediam e eu cortava. Quando fiquei desempregado, eu não tinha outra opção e fui cortando e cobrando. Não sabia fazer desenho, me pediram uma vez e deu certo. Faz mais ou menos um ano. Vem muito jovem procurando pelos desenhos. O do Pica-pau é o mais pedido’, fala.

O cabeleireiro lembra que os primeiros desenhos foram criados e, com o tempo, passou a usar moldes. Hoje, com mais segurança, costuma aceitar reproduzir imagens que os próprios clientes levam. Com os cortes inusitados, o sucesso foi surgindo. “Um cliente corta, outra pessoa vê, pergunta e, de repente, aparece aqui”, diz.

Tiago Vilchez mostra desenhos que já fez na cabeça dos clientes (Foto: Arquivo pessoal)

Tiago Vilchez mostra desenhos que já fez na cabeça dos clientes (Foto: Arquivo pessoal)

No pequeno salão de beleza no bairro Montanhês, o corte tradicional custa R$ 7. Já os com algum desenho sobe para R$ 15, podendo chegar a R$ 20 se for mais demorado. “Tem uns que demoram muito tempo e é preciso compensar no preço, por isso, cobra-se mais. O mais demora é o jogo de xadrez”, acrescenta.

Todo o trabalho é feito sob olhar atento de Isaías Nascimento, dono do salão onde Vilchez trabalha. “No começo, eu fazia desenho também, mas vi que ficava pesado, porque demorava. Agora, o Tiago está encarregado disso. Eu tinha testado oito pessoas, mas quando ele veio pedir serviço, senti que não ia precisar testar mais ninguém. O desempenho dele é muito bom”, salienta.

G1 Acre


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